CAPÍTULO 5 - FORMATOS DE HISTÓRIAS: COMO ESTRUTURAR AS HISTÓRIAS DA REUTERS
Os formatos de histórias que se seguem representam os padrões mundiais da Reuters para os vários tipos de notícias – de caráter geral e financeiras. Há um conjunto de formatos padronizados e unificados dentro do qual as histórias da Reuters devem se enquadrar, em âmbito mundial.
HISTÓRIA SPOT NEWS BÁSICA
A história spot-news básica é a coluna principal dos noticiários da Reuters. Deve ser escrita de forma simples, rápida e clara, explicando o que aconteceu e por que a estamos noticiando, em linguagem fácil de traduzir. As notícias devem ser colocadas em contextos, com citações, colorido e informações complementares. Você deve pautar-se pelos valores essenciais da Reuters no que diz respeito a precisão, rapidez e objetividade, e verificar com exatidão a fonte da notícia. Um relato "spot" vívido e com conteúdo é, em geral, tudo que precisamos para dar seqüência à história.
O primeiro parágrafo deve ter apenas um período de quatro linhas ou 50 palavras, no máximo (no Brasil definimos que ele pode ter até seis linhas, embora a busca seja por um lead mais enxuto). Devemos usar a expressão na terça-feira ou o pertinente dia da semana, não as palavras hoje ou ontem para indicar o dia em que o evento ocorreu. Todas as histórias devem ser enviadas em um take.
De acordo com o estilo da Reuters, cada parágrafo deve ter um recuo da margem para a direita de quatro espaços. O nome da cidade deve ser escrito em caixa alta. Em seguida, a data e o nome Reuters, em caixa baixa. Um travessão entre os espaços separa a linha de data do parágrafo de abertura, às vezes chamado, no jargão da Reuters, de intro ou lead. Nos casos em que a cidade não for a capital do país ou não for muito conhecida no exterior, deve-se incluir o nome do país na linha de data. Esses dados devem ser escritos em caixa baixa.
OUTRAS HISTÓRIAS
As agências de notícias, como a Reuters, tradicionalmente lidam com histórias urgentes ou muito importantes utilizando uma série de formatos que ajudam a estruturar a história à medida em que os fatos acontecem e evoluem, a fim de satisfazer as diversas necessidades de diversos tipos de clientes em termos de rapidez e profundidade das informações.
Tradicionalmente, as agências noticiam histórias urgentes ou importantes pela primeira vez por meio de manchete de uma linha, ou de uma série de manchetes de uma linha, relatando os fatos básicos. No passado, a Reuters usava os termos bulletin, snap, flash, e alert para se referir ao primeiro relato de uma história muito importante. Agora o termo usado pela Reuters para esse tipo de notícia é alert (alerta) [aqui no Brasil acabamos mantendo o termo snap]..
Em geral, o alert é seguido de um relato rápido e compacto da história, que coloca os fatos conhecidos dentro de um contexto. No passado, esse relato era conhecido pelos termos urgent, rush ou newsbreak. Hoje a Reuters usa o termo newsbreak para se referir à primeira versão rápida de uma história importante.
Os jornalistas poderão encaminhar snaps e newsbreaks extras para avançar uma história importante já em andamento, mas conceitualmente alguns desses snaps ou newsbreaks poderão adquirir a forma de sidebars, que são secundários no sentido de que não avançam a história diretamente, mas acrescentam colorido ou perspectiva a alguns aspectos da história. Outros tipos comuns de sidebars adotados pela Reuters são: Tabela, Repercussão, factbox (quadro de fatos), Cronologia e Perfil (newsmake)r.
Em geral, as histórias importantes ou em andamento exigem que um repórter ou desker reuna os vários newsbreaks e sidebars e os transforme em um resumo abrangente, colocando todos os fatos dentro de um contexto e explicando a importância da história. Esse relato é conhecido como história-tronco (trunk story); no passado era às vezes chamado de writethrough ou lead. Para dar mais realce à história-tronco, atualmente a Reuters utiliza o termo ATUALIZA (UPDATE), além de colocar a palavra ATUALIZA, ou outras, no slug (linha de linotipo). Quando uma atualização contém informações novas, é acrescentada a palavra (UPDATE 1), (UPDATE 2), e assim por diante.
Algumas histórias importantes podem ter várias ramificações, e cada uma dessas ramificações talvez necessite de seu respectivo Atualiza para informar diferentes aspectos da história. Quando essas ramificações ou Atualizas são reunidas no relato, o resumo da história completa é, tradicionalmente, denominado leadall. A Reuters usa o selo Consolida (Wrapup) para realçar essas histórias. Os Consolida também podem ser atualizados.
O ALERT
O snap é o material de maior prioridade para os serviços da Reuters. Informa o leitor sobre os fatos principais de um relato importante, incluindo detalhes essenciais a mercados suscetíveis . Um snap deve ser enviado quando você achar que as notícias poderão movimentar um mercado ou quando forem de grande interesse para os leitores, em âmbito mundial.
Pense no alert como uma longa manchete fornecida por uma fonte. Algumas histórias podem requerer uma série de alerts. O critério de avaliação da notícia é importante quando se está decidindo sobre o envio de alerts. Não devemos minimizar o valor do snap usando-o em situações que não o justificam.
Você deve decidir sobre a prioridade que será dada à história. O alert é nossa prioridade máxima. O código de prioridade 1 no campo do cabeçalho do DECADE deve ser usado para alerts. São como campainhas que alertam os clientes sobre alguns circuitos de mídia tradicionais.
No passado havia uma distinção entre o que merecia um snap em notícias financeiras e o que merecia um bulletin em notícias sobre assuntos genéricos. Os snaps eram incluídos em notícias financeiras em relatos que pudessem vir a movimentar os preços de ações ou de mercados de commodities, de ações ou títulos. Conseqüentemente, os snaps são usados com freqüência muito maior em notícias financeiras do que em notícias genéricas. Por outro lado, é relativamente raro inserir um bulletin em notícias genéricas – costumam ser reservados para histórias importantes. Atualmente a Reuters utiliza alerts ou uma série de alerts encadeados em um USN para fornecer tanto aos leitores dos terminais da Reuters como aos assinantes de mídia os fatos básicos de histórias importantes. Histórias importantes, que fazem jus a alerts, são as que possivelmente movimentarão o preço de ações ou mercado de commodities, ações e títulos, ou são as que provavelmente sairão na primeira página da seção de notícias, de assuntos financeiros ou de esportes dos principais jornais do país em questão. Os alerts devem ser usados para informar rapidamente os mercados sobre fatos essenciais, mas seu valor não deve ser diminuído pelo uso excessivo.
Formato:
Há um formato determinado tanto para o Terminal Reuters como para os alerts da mídia. ( O antigo formato para boletins de mídia que incluíam o slug BC-BULLETIN com ‘campaínhas’ não é mais usado. (O sistema foi reprogramado para transformar automaticamente um formato de alert em boletim de notícias gerais a ser encaminhado a um serviço de assinante de mídia). Os alerts não são colocados no slug ou manchete. Devem ser escritos em caixa alta no campo do texto, começando rente à margem esquerda. Seu tamanho é limitado a 80 caracteres. Pontuação e espaços são contados como caracteres.
Um alert deve ser transmitido sob o código de prioridade 1, sob os códigos de produtos do Terminal Reuters e sob os códigos de mídia apropriados (veja Capítulo 10 deste manual para inteirar-se da lista de códigos de produtos). Não é necessário acrescentar os códigos de tópicos a um alert, pois o software realiza essa operação automaticamente quando um newsbreak cobrindo o alert é enviado sob os códigos de tópicos. Porém, RICs devem ser incluídos em alerts – quando apropriado – em histórias sobre corporações, no campo do cabeçalho e no texto do alert.
Como Redigir Snaps:
A clareza é crucial. A verificação precisa das fontes é também essencial. As fontes podem ser omitidas apenas em indicadores econômicos regulares ou resultados de empresas para os quais o formato tenha sido previamente combinado com os redatores, ou quando se tratar de evento agendado, como o lançamento de uma nave espacial que ocorra em público. Contudo, a fonte poderá ser abreviada, até mesmo com o uso de um simples travessão e um título, por exemplo, –BC. Números comparativos devem ser incluídos quando apropriado.. O contexto essencial deve ser fornecido e o local, identificado. Às vezes talvez seja necessário inserir uma linha de data se o evento descrito não estiver acontecendo no local previsto. Deve-se usar substantivos corriqueiros e os verbos devem ser escritos na voz ativa, no presente. Gírias e jargões devem ser evitados. Você deve ter em mente que o relato será traduzido. Nunca aumente ou distorça as notícias para fazer com que se encaixem, nem tampouco abrevie o texto a ponto de prejudicar o sentido. Devem ser usadas abreviações aceitas. Tome cuidado também com a ambigüidade. Devemos ser particularmente criteriosos no tocante a riscos legais.
O NEWSBREAK
Os snaps informam o cliente de todos os detalhes passíveis de afetar o mercado de que ele precisa. Se houver um fato a ser relatado, isso deve ser feito por meio de um alert. Não deve ser ocultado em um newsbreak. O newsbreak coloca os fatos dentro de um contexto, explicando sua importância. Adiciona valor. E é oportuno.
O newsbreak (chamado anteriormente de fullout) é uma matéria auto-suficiente que é usada para avançar as informações de um snap ou uma série de snaps, colocando os fatos dentro de um contexto em linguagem de fácil leitura. O snap deve informar os fatos rapidamente, e o newsbreak deve contar a história.
Formato:
Um newsbreak é limitado a no máximo cinco parágrafos ou 250 palavras (ou 25 linhas no software DECADE; no Brasil definimos que o máximo pode chegar a 30 linhas), enviado a uma mesa de edição em um take para que seja encaminhado aos serviços dentro de um período de 15 minutos após o do envio dos snaps. Nada deve ser acrescentado a um newsbreak, nem tampouco deve ele ser reaberto.
Nesses casos, o essencial é a rapidez, não a extensão do relato. É mais importante enviar um newsbreak no espaço de 15 minutos, contando a história básica de maneira precisa, imparcial e de fácil leitura, do que usar todos os cinco parágrafos permitidos ou 250 palavras apenas para abarrotar o relato de detalhes ou informações complementares que poderiam ser reservadas para um atualiza (update).
Um newsbreak não precisa conter o slug URGENT no slug; por exemplo: BC-ROMA-CÉSAR-URGENTE. Deve ser designado aos newsbreaks o Código de Prioridade 2, com o mesmo USN designado aos alerts anteriores. Códigos adicionais de produtos além daqueles usados em alerts anteriores podem ser acrescentados aos newsbreaks. Todos os RICs apropriados devem ser incluídos no campo do cabeçalho e do texto. (A partir de março de 2000, a antiga distinção entre os tipos de newsbreak denominados urgentes e não-urgentes deixa de existir. A Reuters não mais usa a denominação newsbreaks urgentes, e os newsbreaks não-urgentes do passado devem ser agora enviados sob o código de prioridade 3, como em histórias spot.)
Se um newsbreak estiver relacionado com uma história em andamento, ou seja, for uma sidebar de assunto que já está nos noticiários daquele dia, você deve usar um terceiro slug ou wild slug no newsbreak, além do slug-master (slug-mestre) de relatos anteriores, a fim de identificar o newsbreak como parte da história-tronco, mas deve distingui-lo dos newsbreaks anteriores (veja Capítulo 6 – Slugging). O wild slug seria então seguido do slug (URGENT).
Como redigir um newsbreak:
O newsbreak deve conter os seguintes elementos:
- Os fatos principais, a fonte e as circunstâncias (p. ex: o chairman da empresa em entrevista coletiva à imprensa, o presidente da Reuters em entrevista) e o elemento tempo (p. ex: Segunda-Feira, Terça-Feira etc.)
- Todos os newsbreaks devem responder à pergunta "Por Quê?", ou seja, devem colocar as notícias dentro de um contexto. Devem começar contando a história, sua importância, fazer comparações, incluir a reação do mercado, caso tenha sido instantânea.
- Seria desejável citar uma fonte competente. Mas o jornalista não deve reter o newsbreak se não tiver condições de citar tal fonte.
O newsbreak deve colocar o leitor a par de todos os fatos conhecidos pelo repórter NO MOMENTO, obtidos por meio de declaração à imprensa, no caso de notícias financeiras, ou porque o repórter estava presente no local do evento, ou porque dele tomou conhecimento pela TV, no caso de notícias sobre assuntos genéricos. O newsbreak deve então ser concluído e encaminhado. Caso informações essenciais não constem da declaração à imprensa, o repórter deve noticiar, por exemplo, que a empresa não revelou o preço na declaração à imprensa ou que as informações xyz não estavam disponíveis naquele momento, deve concluir o newsbreak e encaminhá-lo; a seguir, deve prosseguir com as investigações a fim de obter tais informações, sem deixar o leitor esperando indefinidamente. Quando informações adicionais chegarem às mãos do repórter, talvez resultem em um segundo newsbreak, se forem importantes, ou poderão ser acrescentadas ao atualiza.
Os snaps devem descrever os fatos rapidamente – a história deve ser reservada para o newsbreak. De preferência, os snaps devem representar um esboço da história contida no newsbreak inicial. No newsbreak, não há necessidade de insistir em detalhes técnicos de menor importância, usando uma seqüência de alerts, se a notícia essencial já tiver sido relatada de forma adequada nos alerts.
A fim de contribuir para um ritmo de tempo competitivo, não só no caso de alerts mas também de newsbreaks, os bureaus devem considerar o uso de templates (gabaritos) ou proformas para indicadores econômicos, relatórios sobre ganhos de empresas ou outras notícias quando já se souber de antemão o horário de emissão do comunicado à imprensa, como fazem os concorrentes da Reuters. Se o correspondente conhecer as expectativas dos analistas para esses tipos de relatório e também a situação econômica ou o histórico da empresa em questão, os templates de newsbreaks podem, em muitos casos, ser preparados com antecedência, e apenas o preenchimento dos números reais deve ser deixado para o momento do envio da comunicação. Se necessário, podem ser preparados vários templates para um determinado comunicado, com base em prognósticos melhor-que-o-esperado ou pior-que-o-esperado, ou comunicado que atenda as expectativas. No caso de eventos agendados, os correspondentes devem se preparar muito bem e investigar junto às fontes sobre possíveis resultados diferentes. Devem também ter uma citação pronta para cada caso, e certificar-se de dizer que a fonte fez a declaração antes do evento, caso usem citação previamente preparada.
É possível cobrir vários snaps em um único newsbreak sobre um USN. Mas na cobertura de um longo discurso, em vez de enviar um snap para cada item importante do discurso e fazer o leitor esperar indefinidamente por um newsbreak, o correspondente pode valer-se de uma série de bullets para resumir o discurso, ou anexar ao newsbreak o texto do discurso ou, ainda, anexar o texto do discurso usando o formato Íntegra (veja seção sobre Texto no nesta capítulo)
O ATUALIZA
O Atualiza (anteriormente chamado de Enfoque) segue o(s) snap(s) e o newsbreak (e quaisquer sidebars anteriores pertinentes) na seqüência de notícias ‘quentes’ da Reuters. O ideal seria que, em um newsbreak importante, o atualiza seguisse dentro dos 30 minutos subseqüentes ao envio do newsbreak e, com certeza, não mais que 60 minutos depois. Talvez o repórter consiga a ajuda de um colega do bureau, se estiver muito ocupado coletando informações adicionais.
Um atualiza poderá ser renovado, se necessário, à medida que a história se desenvolve, ou quando uma reação nova tem lugar. Deve sempre conter a análise e informações mais recentes disponíveis. Contudo, um atualiza pode ser suficiente em muitas histórias de menor importância, e nem todos os newsbreaks merecem um atualiza. Sidebars em excesso são redirecionados em vez de incluídos da história-tronco. Na maioria dos casos, os clientes querem uma história-tronco única, forte e bem escrita que capte, de forma inteligente, todos os ângulos significativos.
Em histórias importantes, em que nem todos os detalhes significativos podem ser incluídos em um newsbreak por questões de espaço ou tempo, o repórter deve enviar um atualiza imediatamente, no qual os primeiros parágrafos possam permanecer os mesmos do newsbreak, e o material adicional seja incluído no final. A manchete da RT também pode ser a mesma, com o acréscimo de um fecho ATUALIZA. O slug (ATUALIZA 1) deve ser acrescentado à slugline.
Formato:
Os atualizas posteriores substituem os atualizas anteriores nas telas da RT e são enviados usando-se o mesmo USN do atualiza anterior, com o código R no campo MSG TYPE no campo de cabeçalho do DECADE. Mas os redatores devem certificar-se de que não escreveram por cima do alert e do newsbreak que devem sempre permanecer nas telas da RT.
Os atualizas mais recentes devem manter todo o material factual significativo constante de relatos anteriores, para garantir que não haja perda de conteúdo quando as histórias forem apagadas, de modo que caso seja preciso corrigir um atualiza, haverá apenas o trabalho de corrigir o atualiza anterior, ou seja, o mais recente. Isso não significa que a Reuters irá tolerar redação e apresentação deficientes. Os desks devem fazer cumprir a regra da boa redação e, ao mesmo tempo, assegurar que nenhum conteúdo seja perdido quando os atualizas forem renovados e substituídos.
Como redigir um ATUALIZA:
O atualiza é a vitrine da Reuters em uma história escrita por um correspondente. Deve ser escrito de modo atraente. Redação concisa e estrutura lógica são vitais. Um atualiza não significa licença para enviar ‘quilos’ de matéria. Deve ser preciso e enxuto. O ideal seria que ficasse entre 30 e 50 linhas.
Ao escrever um atualiza novo, o repórter deve se lembrar que nem sempre as últimas informações são as mais importantes. Poderá combiná-lo com o ponto-chave do relato anterior ou deixar o primeiro parágrafo inalterado e incorporar as novas informações em um ponto apropriado, mais adiante na história. Não há obrigação de mudar a redação do primeiro parágrafo se este continuar a ser o ponto novo mais forte e não estiver ultrapassado. Deve-se incluir uma linha de consulta, entre parênteses, no alto (denominada trash line) para informar aos clientes quais são as novas informações e como encontrá-la no texto. Sempre que possível, essa observação não deve ultrapassar uma linha. Duas linhas são o máximo permitido pela tecnologia atual.
Um atualiza combina relatos anteriores, não apenas os publica de novo. Requer análise mais profunda. Não é fácil para o repórter, sob pressão, elaborar um atualiza aprimorado. A regra de ouro é: não entrar em pânico. Deve-se analisar amplamente a história e tentar vê-la em perspectiva. Fazer um levantamento – talvez algumas anotações – sobre os pontos chaves e, a seguir, juntar o newbreak a outros relatos pertinentes já enviados como primeiro rascunho rápido. Feito isso, deve-se moldá-lo e trabalhar em outras análises, reações, contextos e informações extras. O repórter não deve ficar preso tentando elaborar uma introdução perfeita. Se estiver difícil, deve apressar-se em concluir a história, retomá-la do início e tentar aperfeiçoar a introdução. Um erro comum com relação a introduções é o ziguezaguear entre os temas. Se houver mais que um ângulo, talvez seja melhor colocar o mais importante no parágrafo de abertura e desenvolver os outros no parágrafo seguinte.
As mesas de edição devem procurar formas de realçar a história, sugerindo, quando apropriado, a compilação de tabelas e factboxes para serem publicadas como sidebars. Se necessário, as notícias que o sub-redator julgar que foram colocadas erroneamente em um atualiza devem ser publicadas em separado. Os desks de editoração devem consultar o repórter sobre esse ponto. Os desks devem assegurar-se de que os atualizas promovem, de fato, o avanço da história.
Atualmente, a Reuters está sendo mais seletiva quanto ao conteúdo de atualizas, insistindo em que devem visar o avanço da história e responder à pergunta "e daí?". Os desks são instruídos a devolver às agências histórias que não respondam a essa pergunta.
Eis um exemplo de formato de ATUALIZA com linha impressa incluindo o nome do autor:
BC-ROMA-CÉSAR (ATUALIZA 1)
ATUALIZA 1 – Republicanos matam César, Senado teme guerra
Por Caio Tácito
ROMA, 15 de março (Reuters) – Conspiradores republicanos esfaquearam Júlio César até a morte na quarta-feira, quando ele entrava no teatro de Pompéia para se dirigir ao Senado – cresce o temor de nova guerra civil no Império Romano.
"Até você, Brutus!", exclamou César, ao ver seu amigo Marcus Brutus juntar-se aos outros e tirar um punhal das dobras de sua toga. Os senadores que testemunharam o assassinato declararam que César foi vítima de 23 estocadas... etc.
Á medida que os fatos se desenrolam, exigindo mais atualizas, são enviados sob o mesmo USN. É preciso ter em mente a linha de consulta (às vezes denominada trash line no linguajar da sala de redação) ao chegar ao campo do texto. (Veja seção sobre Linhas de Consulta no Capítulo 13 – Procedimentos Editoriais Especiais)
Por exemplo:
BC-ROMA-CÉSAR (ATUALIZA 2)
ATUALIZA 2 – Republicanos assassinam César, Senado teme guerra
(Acrescenta a declaração do assassino do 2o ao 5o parágrafos)
Por Caio Tácito
ROMA, 15 de março ( Reuters) – Conspiradores republicanos esfaquearam Júlio César até a morte na quarta-feira, quando ele entrava no teatro de Pompéia para se dirigir ao Senado – cresce o temor de nova guerra civil no Império Romano.
"Até você, Brutus!", exclamou César quando seu amigo Marcus Brutus juntou-se aos outros e tirou um punhal das dobras de sua toga. Os assassinos, liderados por Brutus e Caio Cassius, declararam mais tarde que haviam agido dessa forma para salvar Roma de uma conspiração, por parte de César, para ali instaurar uma monarquia ao estilo grego.
CORREÇÕES EM ATUALIZAS:
Nosso compromisso quanto a fazer correções honestas de todos os erros é absoluto. Se notarmos um erro em um atualiza, corrigiremos o atualiza mais recente. Se o redator estiver corrigindo o ATUALIZA 2 e perceber que o erro foi cometido no ATUALIZA 1, já apagado da tela da RT, deverá corrigir o erro cometido no Atualiza 1. A correção deve ser feita tanto para a RT como para os clientes de mídia.
Exemplo:
CORREÇÃO-ATUALIZA 2- Roma compra denário, vende prata, devido ao temor de guerra no Império
Em ROMA uma história com a manchete "ATUALIZA 2 – Roma compra denário, vende prata, devido ao temor de guerra civil no Império" – favor ler no 3o parágrafo ... Marcus Crassus... no lugar de .... Markus Crassus... (correção da grafia). O erro ocorreu no ATUALIZA 1 da história.
Segue versão corrigida.
Por xxx
ROMA, 16 de março (Reuters) – A inusitada intervenção do Banco de Roma durante a noite para comprar denários em vez de prata reforça sua determinação de estabilizar a moeda e controlar a inflação, diante de possível guerra civil após o assassinato do imperador romano Júlio César na quarta-feira, disseram analistas na quinta-feira.
O banco não emitiu ordem para aquisição de denários por meio de seus usuais mercadores do Tibre, usando, em vez disso, mercadores sicilianos e galeses para elevar os preços rapidamente, em volume reduzido, disseram alguns banqueiros.
"Ontem tomamos as medidas necessárias além-mar pelo bem da estabilização da moeda", declarou o diretor do Banco Central, Marcus Crassus, à Reuters.
"Nossa decisão de continuar a tomar medidas categóricas, se necessário, continua a mesma".
Etc...
NÃO SUBSTITUA UM ATUALIZA CORRIGIDO POR UM ATUALIZA POSTERIOR – DEVE SER USADO UM NOVO USN
Se tivermos um Atualiza posterior a um Atualiza corrigido, ele deve conter um novo USN e NÃO deve ser enviado com um R (para substituir a matéria antiga) no campo MSG TYPE do cabeçalho do DECADE. Isso significa que a correção permanecerá visível nas telas. Se houvesse um ATUALIZA 3 no exemplo acima, um novo USN garantiria que os clientes continuassem a ver o ATUALIZA 2-CORRIGIDO.
SIDEBARS
Sidebar é uma história spot enviada acompanhando parte de uma história-tronco nova ou em andamento. Pode ser um alert ou newsbreak relacionado à história ou uma história spot básica. Pode cobrir reações ou alguma outra evolução ligada à história principal em andamento. Pode ser uma parte histórica, para dar colorido ao relato ou parte da cena. O formato e a redação são os mesmos usados no alert/newsbreak ou em notícias spot básicas, exceto que talvez seja possível apenas delinear o conteúdo e as informações de fundo.
O formato tabular – e os bullets – podem também ser considerados como opção quando você planeja dar tratamento sidebar à história. Outros formatos sidebar comumente usados na Reuters incluem a Repercussão, o Factbox, a Cronologia e o Perfil. O formato e a codificação do sidebar dependem da história são inseridos ao longo das mesmas linhas que as da spot story. A única diferença é que leva o mesmo slug da história-tronco, com o acréscimo de uma terceira palavra ou wild slug (Veja capítulo 6 sobre Slugging).
Os sidebars são, muitas vezes, noticiados apenas nas telas da Reuters. Os deskers devem consultar o Chefe de Redação antes de encaminhar sidebars aos terminais de mídia.
Tabelas
Tabelas e bullets podem ser usados para cobrir snaps, mas são da natureza de um sidebar para o newsbreak e para a história-tronco.
Formato: O formato das tabelas é definido pelos editores. É particularmente importante incluir a letra T na parte apropriada do campo do cabeçalho, para informar ao sistema que deve tabular o material. As tabelas levam a retranca TABELA na linha de slug como o terceiro slug ou wild slug, além do selo TABELA no título.
Não use hífens ou travessões em tabelas, pois podem ser confundidos com o sinal matemático de subtração. Procure evitar o uso de sinais de adição/subtração. Quando não for possível, use um hífen para indicar subtração. Cada linha tabulada deve começar com uma (e apenas uma) indentation.
Como redigir a Tabela: A tabela deve ser claramente identificada, organizada com lógica e
bem apresentada. O parágrafo de abertura ou de título pode definir o conteúdo e, às vezes, pode ser usado para colocar palavras fora da seção tabulada e evitar embaralhamento; por exemplo, produção mensal da Opep (em milhões de barris por dia). O alinhamento é crucial. Tente manter a margem direita em linha reta e alinhar devidamente as casas decimais. Alinhe colunas e cabeçalhos pela margem esquerda só se todos ou praticamente todos contiverem texto. Procure manter o mesmo espaço entre as colunas, com no mínimo 2 espaços (de preferência 3) entre as palavras e os números das colunas adjacentes. O formato tabular é normalmente usado para notícias sobre ganhos de empresas. Os repórteres que cobrem esportes devem pedir orientação ao Desk de Esportes ou a jornalistas especializados em tabulação de resultados.
Relatórios sobre Ganhos de Empresas: No caso de ganhos de empresas tabulados, procure usar uma manchete dinâmica, salientando o ponto principal da notícia. Mencione mudanças percentuais, se disponíveis.
Os nomes das empresas podem ser abreviados na manchete, desde que o texto os mencione por inteiro, juntamente com o RIC pertinente. O RIC deve também aparecer no campo do cabeçalho.
Os nomes completos das empresas podem ser incluídos em uma observação no final da primeira página. Quando a empresa emite números relativos a ganhos, mencione claramente que tipo de ganho é: ganhos antes dos juros e impostos (EBIT), ganhos antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) – ambos às vezes denominados ganhos operacionais, ganhos após impostos mas antes de encargos especiais ou ganhos – às vezes denominados também ganhos operacionais ou receita líquida após itens especiais – às vezes também denominados resultado final. Verifique se o período com relação ao qual os ganhos estão sendo relatados está claro e correto. Ao tabular ganhos, as seguintes abreviações são aceitáveis: 1o, 2o, 3o, 4o trim (para trimestre) e sem (para semestre).
Não se esqueça de acrescentar a letra T no campo do cabeçalho.
Ao cortar e colar tabelas de ganhos de empresas que aparecem em declarações emitidas por meio eletrônico, assegure-se de que a tabela não é extensa demais – deve conter no máximo 50-80 linhas.
REPERCUSSÃO
Outro exemplo de formato sidebar é a Repercussão. Esse formato permite reações rápidas em notícias sobre movimentações do mercado, eventos financeiros ou indicadores econômicos.
Enquanto o newsbreak sobre uma história urgente ou importante está sendo redigido e enviado, outros repórteres podem compilar um rápido sidebar sobre as reações, na forma de citações de corretores ou analistas.
O formato consiste da linha da retranca REPERCISSÃO, embora essas matérias não sejam encaminhadas à mídia eletrônica, e do selo REPERCUSSÃO nos títulos das matérias em caixa alta, seguida de manchete. O campo do texto leva uma linha de data normal e um parágrafo introdutório, seguido de uma série de citações independentes de pessoas que fazem comentários sobre as notícias. O nome, cargo e afiliação dessas pessoas deve ser escrito em caixa alta acima da citação correspondente, separados por vírgulas. Os comentários devem ser escritos entre aspas.
Segue-se um exemplo:
REPERCUSSÃO – Roma – preços ao consumidor sobem 0,8%
ROMA, 26 de maio (Reuters) – Os comentários que se seguem foram feitos por um economista depois que o Departamento de Comércio do Império Romano anunciou que em abril os preços ao consumidor elevaram-se em inusitados 8;0%.
MARCOS CRASSUS, CORRETOR DO DENARIUS, PRIMEIRO BANCO DE ROMA
"Os números foram muito mais altos do que se esperava. Esse relatório, com certeza, fará com que César pense em outro aumento das taxas de juros e deve também impulsionar o mercado de ouro" … etc
Os repórteres devem recorrer no mínimo a três analistas e entrevistados sobre um determinado tópico. Para fins de reação rápida, muitas vezes podem ser feitos acordos prévios com os entrevistados que trabalham com indicadores econômicos normais ou elaboram relatórios sobre ganhos de empresas, e uma equipe de repórteres pode ser designada para telefonar a um ou dois analistas para colher seus comentários. Citações podem ser colhidas junto a convidados em transmissões RTV sobre indicadores econômicos.
As Repercussões devem ser enviados em uma tomada dentro do período de 15 minutos após o acontecimento. Nesses casos, o tempo é de extrema importância, não o número de entrevistados ou a extensão de seus comentários.
ÍNTEGRA
Outro formato de sidebar é a íntegra. Usamos textos –no todo ou em parte– de pronunciamentos e discursos, com a retranca ÍNTEGRA como terceiro palavra e o selo ÍNTEGRA no título da matéria.
No primeiro parágrafo devemos informar se é um texto integral ou parcial (no Brasil, na prática pouco temos usado desse mecanismo e quando o fazemos damos o texto na íntegra, daí o selo ÍNTEGRA; claro que se esse não for o caso podemos usar a saída do serviço internacional que usa o selo TEXTO, em lugar de íntegra).
Contudo, às vezes bullets são também extremamente úteis para destacar os principais elementos de um discurso ou pronunciamento.
FACTBOX
Um factbox é um sidebar freqüentemente elaborado no estilo tabular ou de bullets, para transmitir informações adicionais ou pertinentes sobre uma história em formato de fácil leitura. Detalhes sobre empresas envolvidas em fusões, questões antes de uma conferência de cúpula ou detalhes sobre participantes de tais reuniões devem estar sujeitos a tratamento factbox. O mesmo é válido para pontos de um discurso ou, por exemplo, para resumir detalhes sobre terremotos ou acidentes aéreos anteriores. O estilo factbox é particularmente útil para noticiar fusões de grandes corporações.
Os factboxes devem ser submetidos a remissão recíproca com as histórias subjacentes, com o pertinente USN na parte inferior da página.
Procure manter o factbox o mais conciso possível. Um quadro com apenas três ou quatro bullets pode não ser suficiente. Por outro lado, um factbox sobre a fusão de importante corporação talvez necessite de muitos outros detalhes. Nesse caso, procure limitar o factbox a 50 linhas, no máximo.
Factboxes sobre fusões de empresas devem incluir dados em formato tabular sobre os seguintes itens: 1) valor do preço da aquisição em moeda sonante, capital e dívidas assumidas, (2) patrimônio conjunto, (3) capitalização de mercado conjunta, (4) posição no setor por número de funcionários, bens, receita ou lucratividade e (5) dados sobre o desempenho das ações, proporção de preço/ganhos ou dividendos produzidos.
Se possível, forneça a classificação das empresas envolvidas na fusão, antes e depois da fusão. São os repórteres que decidem sobre os critérios de classificação, mas tais critérios devem ser suficientemente restritos para que sejam relevantes. É muito mais significativo dizer que a nova empresa será a número dois em seu país e a número oito na Europa do que dizer que será a número 27 do mundo. Procure posicionar o novo grupo entre os 10 principais do setor ou país/continente/mundo. O melhor critério de classificação é a capitalização de mercado, pois é o único relevante para todos os setores. Outros critérios podem ser úteis, como por exemplo patrimônio global ou capital acionário (para bancos), número de funcionários (principalmente no caso de setores que exigem mão-de-obra intensiva) ou vendas (mas só se você tiver condições de fornecer indicações sobre a participação no mercado).
Proporções: para empresas do setor industrial, as proporções mais relevantes são preço/ganhos, produção de dividendos, preço/book, margem operacional, retorno do capital, passivos/ativos globais. Para bancos são: preço/ganhos, produção de dividendos, preço/book, retorno do capital, patrimônio total/líquido, índice de nível um.
Preço das ações: mencione a alteração de preços no ano até a data corrente para a empresa, bem como para o país principal e índice do setor. O índice do setor pode ser um índice nacional ou internacional.
Esboço resumido – no pé da página, forneça um esboço resumido dos produtos e do histórico de ambas as empresas.
Endereço na Web – inclua o endereço de ambas as empresas na Web.
CRONOLOGIA
A Cronologia é outra forma de o sidebar relacionar, em ordem cronológica, os eventos pertinentes a uma história importante. Atenha-se ao essencial. Muitas cronologias são extensas demais. Use o slug (CHRONOLOGY) e o tag do cabeçalho da RT CHRONOLOGY.
PERFIL
Essa matéria faz um perfil de uma figura de destaque em uma história importante.
Formato e Redação: O perfil leva a retranca PERFIL na linha de slug e também e o selo PERFIL no título da matéria. O ideal seria que o Perfil tivesse de 30 a 50 linhas (de 300 a 500 palavras). Um obituário é um Perfil redigido quando a pessoa sujeito morre. O Perfil deve ser um retrato auto-explicativo. A pessoas podem ser destacadas figuras da política, dos negócios, esportes, artes e entretenimento, ciências e outras áreas. Procure tornar o newsmaker o mais abrangente possível. Detalhes como local e data de nascimento, formação, estado civil/familiar, hobbies e religião devem ser incluídos, e as datas devem ser precisas. A primeira metade de um perfil deve conter um resumo conciso dos principais pontos em virtude dos quais a pessoa ficou conhecida, com o mínimo de detalhes biográficos. O restante do perfil deve analisar a carreira da pessoa em questão, cronologicamente. Os bureaus mantêm em arquivo itens de newsmakers sobre personalidades eminentes, pois muitas vezes são necessários com urgência como sidebars de uma história-tronco que envolve a pessoa. Itens de newsmakers mantidos em arquivo devem ser atualizados regularmente pela agência e devem também ser checados antes de ser encaminhados a um desk.
CONSOLIDA
Em uma história importante, complexa e com matérias vindas de vários locais, podemos rodar várias séries diferentes de atualizações ou histórias-tronco. É preciso que elas sejam entrelaçadas. A mesa de edição ou o bureau prepara um Consolida, ou o que ás vezes costumava ser denominado leadall. Deve ser um relato auto-explicativo sobre todos os aspectos relevantes de uma história para que o leitor que quer ver a história contada em cerca de 500-800 palavras (50-80 linhas).
Os Consolida devem ser baseados em histórias que já constam do arquivo e não deve conter
nenhuma informação substancial.
Queremos assegurar que as atualizações de histórias-tronco sejam abrangentes e, para tanto, não incentivamos a proliferação de wrapups. Mas há situações em que eles são inevitáveis, quando se trata de uma história complexa e multifacetada que gerou várias histórias diferentes mas relacionadas com a história-tronco ou uma série de atualizações. De acordo com as novas normas, a partir de março de 2000 os editores precisam aprovar a produção de um Consolida.
Formato:
Os Consolida levam a retranca CONSOLIDA, que também precisa constar do título da matéria.
Para fins de padronização, os Consolida seguirão o mesmo padrão de retrancas e selos dos Atualiza, ou seja, poderá haver Consolida 2 e assim por diante.
Na Reuters, a prática de substituir atualizas anteriores pelo atualiza mais recente, a partir de agora será válida também para Consolida. O Consolida mais recente deve rodar com o USN mais recente como wrapup anterior e deve ser arquivado sob o código R no campo MSG TYPE no campo de cabeçalho do DECADE.
Mas Consolida novos devem reter todo o material factual significativo de wrapups anteriores, a fim de assegurar que não haja perda de conteúdo quando as histórias forem apagadas, para que possamos corrigir eventuais erros na cópia anterior. Isso não significa que toleraremos redação e apresentação deficientes. Os filers devem enfatizar as regras sobre redação clara e precisa e, ao mesmo tempo, assegurar que não haja perda de conteúdo quando os wrapups forem renovados e substituídos.
Exemplo:
….. BC-ROMA–CÉSAR (ATUALIZA 1)
…. ATUALIZA 1 – Republicanos matam César, Antônio promete guerra
…. por Caio Tácito
…. ROMA, 15 de março (Reuters) – Conspiradores republicanos esfaquearam Júlio César até a morte na quarta-feira quando ele entrava no Senado para falar ao Senado e seu aliado, o popular líder do exército Marco Antônio, jurou nova guerra civil como vingança…
CORREÇÕES EM CONSOLIDAS:
Nosso compromisso com a correção honesta de todos os erros é absoluto. Corrigiremos o wrapup mais recente. se você estiver corrigindo o Consolida e o erro tiver ocorrido pela primeira vez no CONSOLIDA 1, que foi substituído na Reuters pelo CONSOLIDA 2, você deve dizer que o erro ocorreu no wrapup anterior. Todos os clientes devem receber a Correção.
OUTROS FORMATOS DE HISTÓRIAS
Matérias sobre os mercados
As matérias sobre os mercados são um elemento essencial do serviço da Reuters. São projetados como ferramentas para as pessoas que os lêem –corretores e investidores, compradores e vendedores de ações, títulos, commodities e moedas. Estão entre nossas notícias mais importantes recuperadas. Forneceriam um quadro incompleto se fossem baseados na idéia de que tudo é necessário é um snapshot de preços e dos eventos relacionados em uma determinada época.
Para quem escrevemos matérias de mercados?
Na maioria dos casos, para leitores fora dos mercados sobre os quais estamos fazendo a matéria. Temos em mente investidores e participantes de outros mercados – o tipo de leitor política e financeiramente bem informado, que consegue as notícias através de serviços on-line, do Wall Street Journal, do Financial Times ou do Singapore Business Times. Esse público precisa de contexto, informações de fundo, e de algumas explicações sobre termos técnicos.
Contudo, algumas matérias de mercado devem ser talhadas para especialistas dentro dos mercados que estamos cobrindo, como comerciantes de petróleo, soja, ou títulos garantidos por hipoteca. As matérias para o público especializado podem encerrar um nível mais alto de conhecimentos especializados.
Como devo elaborar uma matéria de mercado?
O atributo mais importante de todas as matérias de mercado da Reuters –sejam elas escritos para uma gama mais ampla de leitores ou para um público especializado– é que elas devem estar imbuídas de veracidade. Escrever matérias com autoridade exige profundo conhecimento do assunto, amplo círculo de contatos e habilidade para apresentar evoluções complexas em linguagem clara e isenta de ambiguidades.
As matérias de mercados devem explicar por que algo aconteceu. Devem responder à pergunta "Por que eu deveria me importar?". Sempre que possível, devem também dizer o que acontecerá a seguir.
Uma matéria de mercado que apenas informa o que aconteceu não diz praticamente nada ao leitor. Para dar maior dimensão, que muitas vezes inexiste em matérias de Mercado, os repórteres devem explicar, por exemplo, porque a desvalorização da moeda tailandesa teve impacto em títulos mundiais. Ou porque uma crise econômica na Rússia, um comentário de Alan Greenspan, ou um acréscimo nas taxas de juros norte-americanas está (ou não) causando impacto no euro. Da mesma forma, uma matéria de mercado deve explicar porque os investidores estão tendo lucros ou buscando uma barganha.
Como devo escrever para especialistas?
As matérias para o público especializado necessitam de freqüentes atualizações, repletas de detalhes numéricos e de previsões futuras. Esses requisitos talvez exijam mais mão-de-obra que matérias para um público mais amplo e, conseqüentemente, só se aplicam a poucos mercados. Mas nem mesmo o mercado mais especializado opera isolado, e os repórteres devem prestar atenção aos vínculos existentes entre mercados.
Os movimentos dos mercados também devem ser explicados dentro de um contexto diferente daquele de um determinado dia. Os relatórios devem informar que o preço das ações aumentou pelo segundo/terceiro/quarto dia, estão percentualmente acima/abaixo no mês/trimestre/ano, caíram/subiram x% desde o início do ano. O mesmo aplica-se a volumes – como pode ser comparado ao ano/trimestre/mês – está abaixo ou acima?
Como fazer o slug de Relatórios de Mercado? Atualmente, todos os relatos sobre assuntos financeiros devem ser slugged. Os relatórios de mercado que são atualizados mais de uma vez no dia devem ser slugged com o uso dos mesmos princípios que se aplicam às atualizações, por exemplo: BC NEGOCIA OURO e, a seguir: BC NEGOCIA OURO UPDATE 1), BC NEGOCIA OURO (UPDATE 2), e assim por diante.
Atualizações de relatórios de mercado com o uso de bullets
Um método de manter mercados especializados atualizados é com o uso do formato com bullets
- Freqüência: As atualizações deve ser emitidas com base no mérito, não rotineiramente de hora em hora, ou outras bases.
- Formato: Os relatórios devem ser na forma de bullets, cada um começando com um travessão. Cada atualização deve começar com carimbo da hora, sem linha de data.
- Extensão: Os relatórios devem ser curtos e objetivos, e não devem conter mais de 5 pontos de bullet com, no máximo, duas linhas.
- Essência: Deve versar sobre as ações/reações do mercado, não simplesmente relacionar os eventos que estão impactando ou possam impactar um mercado.
Lista de Verificação
Segue-se lista de verificação para todos os repórteres e redatores envolvidos na redação e edição de matérias de mercado.
- O primeiro parágrafo deve informar o leitor do porquê, e se concentrar nas razões fundamentais por trás da alta ou baixa do mercado. Insista no porquê em sua história e ao falar com contatos.
- Contexto da baixa ou alta (desde que a alta/baixa teve início, desde o mês anterior, desde o início do ano, desde a crise russa). Use detalhes específicos (maior aumento percentual dos últimos dois meses). E forneça contexto para o volume (menor movimentação desde agosto).
- Consulte várias fontes para chegar à verdadeira razão por trás da movimentação do mercado. Empenhe-se em ampliar seu círculo de contatos. Não perpetue os mitos do mercado reproduzindo comentários de corretores que não fazem sentido.
- Recorra a um número maior de administradores de fundos para obter citações, de preferência identificados.
- Uma citação consistente partindo de fonte identificada que dá respaldo ao lead empresta veracidade e credibilidade ao relatório
- Examine os gráficos de preços, assim como os técnicos. Onde se situam os níveis de apoio/resistência? O mercado está "supercomprado" ou "supervendido"? Qual é a linha de tendência?
- Concentre-se em instrumentos individuais mais acima na matéria. Procure colocá-las no título ou no lead se isso valer a pena. Não se esqueça do porquê por traz da movimentação.
- Você verificou o que está acontecendo em outros mercados (o Nikkei, euro, títulos de longo prazo, petróleo cru, posição vendida em libra esterlina, ouro, etc?)
- Se o mercado estiver estagnado, não escreva um relatório extenso.
- Os repórteres não devem ser tendenciosos – um mercado em alta pode ser bom para os que está com posições compradas, porém ruim para os que estão vendidos.
- Procure fazer com que suas manchetes sejam interessantes. Se o mercado de ações estiver estagnado, mencione as poucas ações que estão se movimentando, na manchete ou no lead. De forma análoga, se o interesse estiver em rendimentos no prazo de cinco anos, comece por aí, não pelos títulos de longo prazo.
- Envie alerts sobre grandes movimentações e altas ou baixas históricas.
- Não enfie em um relatório notícias que mereçam uma história separada.
- Veja a seção sobre Fontes para saber como lidar com rumores que estão movimentando o mercado.
(Veja o capítulo 2 para obter diretrizes específicas sobre as matérias de mercados de ações)
A ANÁLISE E O FEATURE
A ANÁLISE
A finalidade principal da análise é identificar o que é provável acontecer a seguir e que impacto terá. Discursos disconexos que são meras extensões do hardnews não podem ser considerados análises. Em outras palavras, o objetivo é esclarecer e informar. Isso é igualmente válido para evoluções econômicas ou políticas. Uma das principais finalidades pelas quais nossos clientes compram ou usam nossas notícias é para entender como uma determinada notícia irá afetá-los, a seu país, mercado, seus negócios, trabalho, impostos, sua próxima negociação ou investimento.
Análises durante as notícias
É vital analisarmos as notícias à medida que ocorrem, bem como depois que ocorrem. A análise deve fazer parte da primeira notícia. Alguns tendem a escrever notícias, sentar-se e pensar como analisá-las. A análise ponderada não deve resultar de uma interpretação imediata. o que sabemos, ou o que nos foi dito por fontes sobre o contexto, risco ou valor deve ser sempre entrelaçado imediatamente na primeira notícia. A análise em tempo real confere profundidade à primeira notícia.
O que pode acontecer é, em muitos casos, mais importante para os clientes do que o aquilo que já aconteceu. os usuários de informações estão sob crescente pressão para formar uma opinião sobre os eventos, assim que ocorrem. Acham que é nossa obrigação ajudá-los nessa tarefa.
Os mercados, mais especificamente, precisam reavaliar o valor de um determinado investimento assim que a primeira notícia os afete. A avaliação do valor alterado faz parte da notícia.
Análise independente
Uma seção de análise independente se aprofundará mais para responder à pergunta "E daí?" A Análise da Reuters retrocede a partir do spot file para fornecer uma percepção detalhada e independente de uma história importante.
Precisamos demonstrar autoridade e ter respaldo em fatos, dados e raciocínio analítico, quando necessário. Em assuntos de investimentos, precisamos responder à pergunta "Que Valor?", recorrendo a ferramentas de medição de valor para dar aos investidores uma percepção melhor do que comprar, vender ou conservar. Nossa Análise deve refletir capacitação, conhecimento e contatos, mas não a opinião do correspondente especializado. Deve estabelecer conexões mais amplas ao longo de fronteiras, mercados ou setores. Não é um encadeado de comentários de analistas, nem tampouco um versão interpretativa do primeiro parágrafo da história-tronco, com observações do tipo o que os analistas disseram na segunda-feira … jogadas no texto apenas para como salvaguarda. A frase: Na sexta-feira os analistas estavam divididos sobre o que isso significa pode ser notícia, mas certamente não é uma análise.
Todos os repórteres devem ter condições de lidar com uma Análise. Faz parte de seu trabalho. A avaliação de riscos está, com freqüência, no âmago de uma seção de Análise, e responde à cadeia de perguntas – O que vai acontecer agora? Por que? Quem sai ganhando? Por que? Quem sai perdendo? Por que? Se a análise não responder a essas perguntas, em grande parte nessa ordem, e logo no início do relato, é provável que não seja de muita utilidade para o leitor. A análise de riscos procura definir as conseqüências e os prováveis resultados dos eventos. Só será possível avaliar o impacto de maneira correta se conseguirmos definir os riscos.
O êxito ao avaliar os riscos jaz em entender a causa e o efeito ao longo de toda a cadeia de atividades humanas – políticas, sociais, econômicas, militares e pessoais.
Formato: Uma análise leva o slug (ANALYSIS) e o tag do cabeçalho da Reuters ANALYSIS, e deve ter a extensão de cerca de 50 linhas (500 palavras), como um atualiza.
Se você pretende preparar uma Análise, avise aos redatores e desks por meio de um NEXT.
A FEATURE/ESPECIAL
A Feature dá ao correspondente a chance de escrever com maior profundidade e com um prazo de entrega mais flexível do que o das histórias importantes, e de escrever sobre aspectos econômicos e comerciais, interesses humanos, artes, entretenimento, ciências, medicina e meio-ambiente. Uma Feature sobre negócios talvez seja uma chance de descrever o perfil de um mercado, empresa ou personalidade.
Como Redigir uma Feature
As features devem, como qualquer outra história, estar de acordo os valores de exatidão, objetividade e verificação precisa das fontes da Reuters. A facilidade de leitura é muito importante, mas os repórteres que pensam que dar colorido à redação significa enfeitá-la com excesso de adjetivos estão muito enganados. Certifique-se de dizer algo que o leitor desconheça. Procure um assunto interessante. Trabalhe muito o primeiro parágrafo, para torná-lo vendável. Uma Feature é um exemplo do tipo de história em que uma introdução "suave" poderá, com habilidade, encontrar lugar em todos os serviços. Não deve haver editoração. Não escreva, por exemplo, na quarta-feira. Informe a data em que o evento ocorreu, por exemplo:. em conferência realizada no dia 21 de março, para que a história tenha algum tempo de vida
Formato:
Procure ater-se a 50-80 linhas. Uma Feature de 100 linhas poderá, ocasionalmente, ser justificável. A palavra FEATURE é a tag do cabeçalho da RT.
A linha de linotipo deve conter um acréscimo entre parênteses, classificando o tipo de Feature:
- (FEATURE SOBRE CIÊNCIAS) – espaço, tecnologia, medicina, etc.
- (FEATURE SOBRE POLÍTICA) – introdutores, análises de notícias sobre política e política exterior.
- (FEATURE SOBRE NEGÓCIOS) – para itens econômicos e financeiros.
- (FEATURE SOBRE ESPORTES) – para todos os esportes.
- (FEATURE SOBRE ASSUNTOS GENÉRICOS) – para qualquer assunto que não se encaixe nas classificações acima.
- Também...ENTRETENIMENTO, ARTES, MEIO-AMBIENTE, TECNOLOGIA, ENERGIA e ESTILO DE VIDA.
PESQUISAS
As pesquisas da Reuters são hoje parte reconhecida do serviço de notícias.
Os bureaus estão envolvidos em pesquisas que cobrem seu próprio país e enquetes internacionais coordenadas pela Unidade de Pesquisas de Londres.
As pesquisas desempenham as seguintes funções:
- Estabelecem consenso, de modo que quando as informações são publicadas, por exemplo, um indicador econômico, sabemos imediatamente se o número está acima, abaixo ou dentro das expectativas.
- As pesquisas que incluem previsões feitas por indivíduos permitem aos participantes inteirar-se do que seus colegas e concorrentes estão pensando.
- As pesquisas constituem um "esporte participativo" – é mais provável que os entrevistados leiam a história da pesquisa sobre a Reuters se tiverem participado dela. A criação de uma "comunidade de pesquisa" pode ser particularmente útil para alertar as pessoas para os serviços nacionais da Reuters e conseguir cobertura da mídia local.
- Como os entrevistados são, muitas vezes, assinantes da Reuters, as pesquisas ajudam a fortalecer os contatos entre os bureaus e os clientes.
Tipos de Pesquisas:
Em geral, as pesquisas envolvem, entre outros, algum tipo de previsão de mercado – resultados de empresas, taxas de câmbio, etc. As pesquisas podem versar sobre uma ampla variedade de assuntos. Por exemplo, a pesquisa da Reuters sobre a Personalidade Esportiva do Ano recebe ampla cobertura da mídia. Permitem também inteirar-se de como os mercados financeiros vêem assuntos que não são estritamente financeiros, como que partido ganhará uma eleição. Talvez você não obtenha uma previsão exata do resultado, mas dá para ter uma idéia de como os mercados reagiriam aos resultados da eleição.
Basicamente, as pesquisas podem ser divididas em 1) de curto prazo 2) de longo prazo.
Nas pesquisas de curto prazo deve-se pedir que as pessoas façam uma previsão de um evento definido previsto para ocorrer dentro de poucos dias, por exemplo, se acham que o Banco Central mudará as taxas de juros quando o Conselho se reunir, ou o que acham que os índices de inflação mostrarão. Em pouco tempo você poderá confirmar se as pessoas estavam certas ou erradas, e estará pronto para a reação do mercado ou para a ausência desta.
Em pesquisas de longo prazo deve-se perguntar às pessoas, por exemplo, qual será a taxa de câmbio da moeda do país em seis ou doze meses a partir da data corrente, ou qual será o crescimento do PIB para o mesmo período. (A maioria dos grandes bancos faz previsões de longo prazo. E para alguns economistas, a evolução das expectativas é mais interessante que a exatidão das previsões.)
Como Elaborar uma Pesquisa:
Os fatores essenciais são:
- Perguntas coerentes
- pessoas a serem entrevistadas
- forma de coletar as respostas
- forma de fazer com que as respostas tenham sentido
Perguntas: Uma vez você tenha se decidido sobre o assunto da pesquisa, é essencial que as perguntas sejam feitas de modo correto. Não podem ser ambíguas. Você pode se envolver em todo tipo de problema se metade dos entrevistados interpretarem suas perguntas de uma forma e a outra metade, de outra. Sua pesquisa não terá credibilidade se as perguntas forem formuladas para forçar determinada resposta. Se você perguntar se a eleição do partido X vai ser ruim ou muito ruim para a economia, deverá também incluir as opções muito bom, bom, e neutra, mesmo se achar que nenhum dos entrevistados vai escolher essas opções. Prepare-se para uma surpresa. Faça as perguntas da maneira mais simples possível e pergunte o menos possível, do contrário a história resultante poderá se tornar dispersa e indistinta.
Quase sempre é importante incluir o elemento tempo nas perguntas. É melhor perguntar, "A Grã-Bretanha ingressará na UME nos próximos cinco anos" do que simplesmente "A Grã-Bretanha ingressará na UME". A resposta à última pergunta provavelmente será "de que período de tempo estamos falando?" Antes de lançar uma pesquisa, seria interessante telefonar para alguns entrevistados em potencial e lhes transmitir as perguntas. Isso ajuda a assegurar que você acerte os pontos mais importantes e evita armadilhas causadas pela ambigüidade.
Acima de tudo, as perguntas devem gerar respostas claramente quantificáveis, mostrando consenso, se existir um. Não é aconselhável, por exemplo, perguntar "O que você acha dos primeiros 100 dias do presidente X no poder", pois acabará obtendo uma quantidade de respostas equivalente ao número de entrevistados. Em vez disso, dê opções como : Muito bons, razoavelmente bons, neutro, razoavelmente ruins, muito ruins. Se não quiser ficar preso à restrição imposta pelas opções limitadas, simplesmente faça a história como um trabalho de análise tradicional.
Entrevistados: A Reuters freqüentemente realiza pesquisas com analistas e economistas locais, e normalmente listas dessas pessoas são mantidas por desks de reportagem e de pesquisas. Às vezes, contudo, talvez você queira entrevistar os verdadeiros responsáveis pela tomada de decisões, como presidentes e diretores financeiros ou pessoas que estão enfrentando problemas relacionados com o assunto da pesquisa, como chefes de programas de conformidade com o milênio, etc. Tenha em mente que nem sempre é fácil entrar em contato com essas pessoas.
Nossas pesquisas não são científicas. Não elaboramos amostras representativas como fazem os pesquisadores de opinião pública. Mas precisamos nos certificar da boa fé de nossos entrevistados e de que eles saibam sobre o que estão respondendo. Guarde as listas de contatos para pesquisas futuras. ( Uma planilha do Excel é a maneira mais fácil)
Como coletar as respostas: Você pode coletar as respostas por telefone, fax ou e-mail. Telefonar para as pessoas significa que você freqüentemente poderá fazê-las responder as perguntas naquela mesma hora, sem estabelecer nenhum prazo final para as respostas. Mas também pode ser extremamente trabalhoso. Enviar a pesquisa por fax tem a seguinte vantagem: se a pessoa que responderia a pesquisa não estiver disponível no momento, um colega poderá preencher o questionário. Porém os faxes às vezes levam muito tempo, pois podem se extraviar, as máquinas podem ficar congestionadas e pode ser difícil entender a grafia da pessoa. O e-mail tem uma desvantagem: as pessoas raramente checam contas em grupo e freqüentemente usam apenas sua conta pessoal. Portanto, você poderá não receber uma resposta imediata. Contudo, o e-mail é talvez a melhor maneira de contatar pessoas. Se você for organizar uma lista de distribuição (poderá fazê-lo facilmente no Teamlink ou no Lotus Note), poderá enviar um questionário para todas as pessoas com um simples click do mouse. ( Mas tome cuidado com os programas de software de correio eletrônico do tipo anti-junk (anti-lixo postal), que podem bloquear mensagens com endereços múltiplos. Sempre que possível, não envie seu questionário como anexo. Isso ajuda a evitar problemas de incompatibilidade das diferentes versões do World e Excel.
Como dar sentido às respostas: O Excel é, em geral, a melhor maneira de checar as respostas. Com esse tipo de recurso e a utilização de fórmulas simples você pode produzir resultados muito mais rápidos, evitar o uso de calculadora e fazer análises mais profundas. É preciso ter um conhecimento básico do Excel para publicar as respostas nesse programa.
COMO REALIZAR UMA PESQUISA:
Como ir atrás das respostas: Essa é uma das atividades que mais tempo exige em uma pesquisa. Você deve telefonar para as pessoas para se certificar de que receberam o fax ou e-mail e lembrá-las do prazo de entrega. Algumas pessoas gostam muito de participar de pesquisas, já outras têm de ser contatadas várias vezes.
Prazo: Dentro dos limites razoáveis, quanto mais perto o prazo de entrega, maior a chance de obter uma resposta rápida. Quarenta e oito horas são suficientes para a maior parte das pesquisas. Se as pessoas que se atrasaram para responder foram ajudadas por alguma notícia quente, por exemplo, o Banco Central baixou a taxa de juros após o prazo de entrega da pesquisa mas antes que as pessoas respondessem, você deve excluí-las da pesquisa. Se uma pesquisa for menos suscetível ao receio, você poderá ser mais flexível com os prazos de entrega. Mas no final, estabelecer um prazo de entrega acaba sendo vital.
Tamanho da amostra: Quanto maior a amostra, melhor. Qualquer questionário com menos de cinco respostas não é considerado uma pesquisa.
O que publicar: Quando o resultado for numérico, por exemplo, previsões de taxas de juros, é melhor publicar a média /ou a previsão mediana (a última, a previsão mediana, , é melhor que as médias mean, se todas forem alinhadas, pois em geral está menos sujeita a distorções devido à inclusão de pessoas de outliers nos dados), as previsões mais altas e mais baixas e o número das previsões. O Excel pode calcular tudo isso para você. Você poderá publicar os resultados no Reuters 2000 ou organizar algumas páginas IDN, que permanecerão indefinidamente. Entre em contato com a Unidade de Pesquisa se precisar de ajuda com a IDN.
Como analisar os resultados: Escreva uma história ou histórias sobre os resultados. As análises dão vida aos números. Consiga citações dos entrevistados que estão de acordo com o consenso, acima e abaixo dele. Em geral escrevemos o lead baseados nos pontos de vista do consenso, mas não há nada de errado em relatar pontos de vista de minorias. Se não houver consenso, escreva que não há.
Intervalo: Procure não deixar passar muito tempo entre a conclusão da pesquisa e sua publicação. Quanto maior o intervalo, maior o risco de a pesquisa ficar desfasada devido a acontecimentos, por exemplo, mudança nas taxas de juros.
Quem conduz a pesquisa: Conduzir uma pesquisa é atividade que toma muito tempo, portanto os repórteres não têm fazê-lo. Um assistente de editorial competente, secretária ou estagiário podem coletar todas as informações. Os repórteres podem conseguir citações e escrever a história quando estiver tudo pronto. Como alternativa, pode-se dar oportunidade a um assistente editorial com habilidades jornalísticas que trabalhou na pesquisa de escrever a história, contanto que ela seja depois verificada pelo editor-chefe ou por um repórter experiente.
Após a pesquisa: Armazene os dados depois de concluir a pesquisa. Previsões anteriores de eventos já ocorridos podem ser valiosas para os economistas, pois mapeiam as percepções à medida que elas mudam com o passar do tempo e fornecem pistas para o futuro. Se um economista lhe pedir dados antigos, procure fornecê-los, particularmente se ele participa de suas pesquisas. Em geral, eles ficam felizes em obter dados brutos, e se você mantiver esses dados no Excel será fácil enviá-los por e-mail.
Bola de Cristal: Pesquisar não é, essencialmente, prever o que acontecerá – é avaliar o que as pessoas acham que acontecerá. É isso que dita o comportamento das pessoas (especialmente em mercados financeiros, que sempre tentam estabelecer o preço em negócios futuros). Quando o evento realmente acontece ou as estatísticas são divulgadas, a lacuna entre as expectativas das pessoas e a realidade também ditará a maneira como elas se comportarão.
Contate a Unidade de Pesquisa da Reuters em Londres se precisar de ajuda ou orientação pelo telefone:
+44 171-542 5223
SELOS DE MANCHETES DOS FORMATOS DAS HISTÓRIAS DA RT
Em algumas histórias, os tags das manchetes são colocados no início da manchete para ajudar o leitor a identificar o tipo de história que pretende ler.
Há dois tipos de selos – SELOS OFICIAIS e Selos Não Oficiais.
Os selos oficiais podem ser tipos genéricos de histórias, tags gerados eletronicamente, colunas diárias ou tags especificamente aprovados pelos redatores de notícias para eventos especiais. Os selos oficiais são os únicos que podem ser escritos em CAIXA ALTA, e estão relacionados abaixo.
Todos os outros selos de manchetes são não oficiais e, se usados, devem ser em Caixa Alta e Baixa.
O estilo é SELO-título (observe que não há espaços entre o selo e o hífen ou entre o hífen e a primeira palavra da manchete), ex. ATUALIZA 1-título.
SELOS OFICIAIS (para o serviço internacional):
1. Tipos genéricos de história: ADVISORY, ANALYSIS, CHRONOLOGY, CORRECTED, DIARY, FACTBOX , FEATURE, INDICATORS, INSTANT VIEW, INTERVIEW, LPC, NEWSMAKER, OPINION, OUTLOOK, POLL, PRESS DIGEST, RESEARCH ALERT, RPT, TABLE, HAVE A LOOK, TECHNICALS, TEXT, TRADE IDEA, UPDATE, WRAPUP
2. Selos gerados eletronicamente: NASDAQ HALT, NASDAQ RESUMPTION, OTC HALT, OTC OPENING DELAY, OTC RESUMPTION, NYSE CONTINUING HALT, NYSE HALT, NYSE NEW INDICATION, NYSE OPENING DELAY, NYSE RESUMPTION, AMEX CONTINUING HALT, AMEX OPENING DELAY
3. Colunas diárias: FOREX, WORLD BONDS, WEEK AHEAD TAGS
4. Tags não oficiais utilizados esporadicamente e que devem ser em Caixa Alta e Baixa (em nenhuma ordem particular): Asia Markets, Hot Stock, Highlights, Reuters Money Graph, Dutch Options, Indonesian Stocks, German Data Due, Jakarta Stocks, Malaysia Stocks, NY Exchanges Forwards, NY Euro Deposits, NY Euro Deposits Close, Philippine Stocks, Singapore Stocks, South Korea Stocks, Taiwan Stocks, Thai Stocks, Tokyo Stocks, UK Stocks, U.S. Credit Outlook, U.S Options, U.S. Yield Curve, U.S. Credit Outlook , Wall Street Week Ahead, Bombay Shares, ADR Report, Emerging Markets FX, Indian IPOs , IPO Pricing, IPO View, After the Bell, Before the Bell, U.S. Headline Stocks, Block Trade, Brazil Forex Week, Asia Forex FX, Cross FX in Europe, India Money Market Rates, Bond Markets, Euro Debt, Indian Debt, Títulos do Governo Indiano, U.S. Corporate Bonds, UK Gilts Weekahead, U.S. Municipals Presale, Cattle Commodities, U.S. Cash Product.
This page was last modified 14:59, 1 July 2008.