CAPÍTULO 6 - SITUAÇÕES ESPECIAIS VIVIDAS POR JORNALISTAS

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ACIDENTES AÉREOS E OUTROS ACIDENTES

Coloque na retranca (linha do cy-slug) a observação ATENÇÃO EDITOR quando houver informações de testemunhas oculares ou outras declarações não garantidas por segredo profissional que pareçam atribuir a culpa a qualquer grupo ou empresa envolvidos em acidentes aéreos ou colisões de qualquer tipo. Ao descrever a cena, faça-o com prudência, especialmente no caso de cenas de acidentes aéreos, por exemplo. Os corpos podem estar mutilados e os destroços pendurados em árvores. Algumas cenas devem ser deixadas a cargo da imaginação do leitor. Se achar que deve descrever detalhes que possam causar mal estar, coloque uma nota de aviso na apresentação da matéria. Por exemplo: "os parágrafos 7 e 8 contêm material que pode causar mal estar".

Os aspectos de um acidente aéreo relativos a seguros podem ser importantes. Seja o mais específico possível ao identificar o tipo da aeronave (ex.: não diga apenas Boeing 747, mas Boeing 747-400), a disposição dos assentos ou dos passageiros/carga, o motor, a idade da aeronave e o valor de uma aeronave eqüivalente ou o valor segurado.

Tenha cuidado com as implicações legais ao atribuir a culpa a qualquer uma das partes em uma colisão. Mas evite frases confusas como, O cargueiro romano se envolveu em uma colisão com um navio- tanque. É melhor escrever O cargueiro romano e o navio-tanque grego colidiram.


FALÊNCIA

Histórias de falências contêm perigos de natureza jurídica e devem conter uma observação na retranca At: EDITOR. Tome muito cuidado ao usar adjetivos para descrever uma empresa passando por dificuldades financeiras.

Dizemos que uma pessoa física ou jurídica está insolvente, quando (a) apresenta um problema de fluxo de caixa, que a impede de honrar seus compromissos financeiros, ou (b) seu passivo é maior do que seu ativo. Nestas situações, um tribunal poderá decretar a falência ou insolvência de uma pessoa física ou jurídica. O decreto poderá ser pedido pela empresa em questão (voluntário) ou pelos credores. Na Inglaterra, o tribunal designa um fiel depositário oficial para administrar e eventualmente vender os ativos do devedor a favor de seus credores. Contudo, termos como insolvência, falência, e liquidação têm significados jurídicos diferentes de país para país. Seja preciso na utilização desses termos, definindo-os de forma concisa quando julgar necessário.

Seja o mais preciso possível ao relatar os termos do tribunal, principalmente quando o artigo for traduzido. Na França, por exemplo, o termo normal para descrever falência é faillite; o termo banqueroute refere-se a falência fraudulenta. O perigo de confundir os dois é óbvio. Na Alemanha, um colapso descrito como bankrott é mais sério que uma liquidação normal.

Nos Estados Unidos, atribui-se a falência a uma pessoa física ou jurídica quando o tribunal entra com um pedido de "relief under the Chapter 11 of the Bakruptcy Act 1978" (amparo nos termos do Capítulo 11 da Lei de Falência de 1978), uma medida que dá à empresa um pouco de tempo para se reorganizar e evitar processos dos credores. Porém, se a empresa não conseguir se reorganizar, seus ativos poderão ser liqüidados nos termos do Capítulo 7 da mesma lei.

O grande perigo para os jornalistas é que matérias descrevendo problemas financeiros de uma empresa podem contribuir para a extinção da mesma, ao prejudicar a confiança que os banqueiros e credores depositam na empresa. Os colapsos financeiros são geralmente progressivos e não repentinos. Informações exageradas sugerindo uma situação irremediável podem eventualmente levar a uma situação efetivamente irremediável. Portanto, as empresas podem processar o jornalista ou agência contra calúnia e difamação. Os bancos, em especial, dependem da confiança de seus depositantes. Reportagens que colocam em dúvida, de forma imprecisa e injusta, a saúde financeira de uma instituição, podem levar os correntistas a uma corrida para retirar o seu dinheiro, causando quebra da instituição. Tenha muito cuidado ao usar palavras como problemas quando se referir a bancos e instituições financeiras.


AMEAÇAS DE BOMBAS

A Política da Reuters é publicar a notícia, e não ocultá-la, mas ao mesmo tempo devemos evitar prejuízos gratuitos a pessoas físicas, grupos ou instituições econômicas decorrentes da divulgação irresponsável de ameaças de bombas não confirmadas.

Trate a notícia de uma ameaça de bomba como um rumor. Um avião desviado ou um prédio evacuado devido a uma ameaça de bomba, são fatos que não devemos omitir. Devemos, porém, ser muito mais cuidadosos ao noticiar ameaças de bombas infundadas que não resultaram em medidas de precaução importantes.

Se a ameaça for feita por telefone, fax, e-mail ou carta ao escritório da Reuters, deve ser imediatamente relatada à polícia, à organização ou pessoa ameaçada e ao editor regional de notícias, que deve decidir quanto à divulgação ou não da história. A matéria só deverá ser publicada se estivermos convencidos da credibilidade da pessoa que fez a ameaça e tivermos algo a divulgar sobre a reação das autoridades envolvidas. Se decidirmos publicar a história devemos descrever a ameaça de bomba como tendo sido feita a uma organização internacional de notícias, e não à Reuters.


REIVINDICAÇÃO DE RESPONSABILIDADE DE GRUPOS EXTREMISTAS

Não incentivamos grupos extremistas a usar a Reuters como veículo de divulgação para reivindicar responsabilidade por atos ou atentados. Trate essas declarações com muito cuidado. Uma declaração autêntica de um grupo reconhecido, como o IRA, assumindo a responsabilidade por um seqüestro de avião ou ameaça de bomba, poderá ser usada por seu mérito noticioso, e verificada da maneira usual se soubermos que o incidente realmente ocorreu. Caso o incidente em si não seja confirmado, devemos consultar o bureau envolvida imediatamente. Se não obtivermos uma confirmação nem uma negativa que possa ser publicada, podemos em circunstâncias excepcionais publicar a declaração, com a aprovação do editor regional ou editor de notícias.

Se não pudermos confirmar que o comunicado ou chamada telefônica foi feito por um grupo reconhecido, ou que foi feito por um grupo desconhecido até então, devemos tratar a ameaça com grande cautela. Nunca use a chamada ou comunicado sobre um incidente que ainda não tiver sido noticiado como base de sua história. Se o chamado ou comunicado for sobre um incidente já ocorrido, noticie a reivindicação de responsabilidade somente se tiver uma boa razão para acreditar que não se trata de um trote. Neste caso, diga por que a notícia parece ser verídica e quais os procedimentos que usou para checá-la. Não devemos dizer que o bilhete ou o telefonema foi recebido pela Reuters mas sim por uma agência de notícias internacional. Marque com Slug todas as histórias que enviar sobre tais reivindicações ATENÇÃO/EDITOR.


RECLAMAÇÕES

Qualquer reclamação de um assinante ou leitor deve ser tratada imediatamente e com delicadeza. Uma reclamação sobre um possível erro no serviço deve ser investigada imediatamente e medidas corretivas devem ser tomadas caso a reclamação tenha fundamento. Caso a reclamação não possa ser investigada imediatamente, deve-se acusar o recebimento do comunicado e proceder à investigação com rapidez. Essas investigações devem ser administradas por um profissional de nível sênior ou pelo escritório regional. Reclamações graves devem ser relatadas por escrito ao editor do departamento ou regional pelo chefe da agência ou pelo chefe do desk. Reclamações de assinantes ou aquelas que possam eventualmente afetar o funcionamento normal do escritório também devem ser levadas ao conhecimento do gerente.


SITUAÇÕES PERIGOSAS E REPORTAGENS SOBRE GUERRA

As orientações da Reuters sobre situações perigosas aplicam-se especificamente a reportagens feitas de zonas em guerra onde o jornalista não estiver trabalhando como um correspondente de guerra autorizado, com ou sem escolta militar do exército regular. Os princípios gerais, porém, são válidos para todas as reportagens de guerra e para a conduta em outras situações perigosas.

A sua segurança é prioridade máxima. Você está totalmente livre para optar por não entrar em zonas perigosas. Embora todas as reportagens em zonas de guerra envolvam inevitavelmente um certo elemento de risco, é preciso evitar perigos óbvios e não correr riscos desnecessários. Boas histórias podem ser escritas tanto de uma distância segura como da linha de combate. Nenhuma história, fotografia ou filme vale a vida de um jornalista.

Movimentações em zona de perigo só podem ser realizadas mediante a autorização de um superior. Sempre que possível, o jornalista deve consultar o editor de notícias da região. O editor de notícias é responsável pela segurança do jornalista e pode proibi-lo de correr riscos mesmo que esses pareçam aceitáveis. Sempre que tiver oportunidade, o jornalista deve comunicar seus movimentos à base e qualquer aumento significativo dos riscos a que está exposto.

Não se movimente sozinho em zonas de guerra. Quando estiver viajando por terra, faça-se acompanhar por um motorista, de sua confiança e da confiança de seus companheiros, que conheça bem o terreno e os possíveis locais de perigo.

O seu carro deve ser identificado como carro de imprensa a menos que isso aumente o nível de perigo. Sempre que possível deve-se viajar em dois carros para o caso de um deles quebrar.

Não viaje em carros militares ou de estilo militar a não ser que esteja com uma patrulha de guerra regular.

Embora correspondentes, fotógrafos, câmeras trabalhem juntos em zonas perigosas, a natureza diferente do trabalho de cada um impõe níveis diferentes de riscos. Muitas vezes é mais seguro trabalhar separadamente. Pese os riscos pertinentes a cada situação.

Você, ou alguém em seu grupo, deverá ter um bom conhecimento do idioma ou dos idiomas locais. Mesmo que você não fale o idioma, aprenda algumas frases importantes. Aprenda o significado local de bandeiras, sinais, sinais sonoros e gestos que possam ser importantes.

Procure se informar sobre possíveis perigos com as autoridades e com os residentes locais.

Nunca carregue uma arma nem viaje com jornalistas armados. Não carregue mapas com marcações que possam ser mal interpretadas. Seja prudente com o que fotografa. Como regra geral, peça a autorização dos combatentes da região antes de tirar as fotos.

Leve consigo identificação adequada à região onde está, incluindo um cartão da Reuters. Sempre que for pedido, identifique-se claramente como jornalista, nunca de outro modo. Nunca ultrapasse o limite nem dê a idéia de estar ultrapassando o limite, entre o papel de um jornalista como um observador imparcial e o de um participante do conflito. Se estiver trabalhando dos dois lados da linha de combate nunca passe a informação de um lado sobre as operações militares do outro lado.

Se for pego em uma situação onde as tropas estão agindo de maneira ameaçadora, engatilhando sua armas outras atitudes do gênero, tente se manter calmo. Seja amigável e sorria. Um comportamento agressivo ou nervoso de sua parte pode ser contraproducente. Carregue consigo cigarros e materiais que possam ser oferecidos como presentes, para quebrar o gelo.

Sempre use roupas civis a não ser que tenha obtido autorização como correspondente de guerra e tenha de usar roupas especiais. Use o bom senso e vista-se de modo a não se sobressair em meio à população local ou a se fazer bem visível. De qualquer modo, evite usar roupas militares ou paramilitares.

Você poderá usar roupas de proteção como um colete à prova de balas ou escudo contanto que isto não aumente os riscos nem o encoraje a agir imprudentemente. Leve consigo uma máscara de gás e roupas de proteção apropriadas se tiver de entrar em áreas onde possa haver armas biológicas ou químicas.

Vale a pena usar a pulseira internacionalmente reconhecida, à disposição dos jornalistas, que tem o símbolo caduceu de um lado e espaço para escrever o seu tipo de sangue e mencionar eventuais alergias a quaisquer substâncias do outro.

O grupo com o qual você está viajando deve levar um kit de primeiros socorros e um suprimento de seringas esterilizadas. Faça um treinamento básico de primeiros socorros antes de entrar em zonas de risco ou na primeira oportunidade subseqüente.


PALAVRAS DELICADAS

Algumas palavras contêm um significado emocional e devem ser usadas com grande cuidado com o intuito de objetividade. Preste atenção a palavras como terrorista, terrorismo, extremista ou extremismo, que podem levar a crer que a Reuters, ou seu correspondente, considera tais atributos como descrição objetiva. Estas palavras podem ser usadas em citações diretamente da fonte.


TROTES OU AMEAÇAS FALSAS

Não faça uso da notícia até ter certeza de sua autenticidade. Previna-se contra as ameaças falsas e trotes suspeitando e checando sempre as fontes. Os responsáveis por trotes e ameaças falsas sabem que as agências de notícias têm um impacto imediato sobre dinheiro, investimentos e mercado de ações. Você pode se precaver contra a maior parte dos atentados de trotes ou ameaças falsas seguindo estas precauções:

Considere toda a informação que receber por telefone como suspeita a não ser que conheça o autor do telefonema. Se não conhecer, peça o seu nome completo, profissão e número de telefone. Peça também o número à telefonista para verificar se a chamada foi genuína. Faça uma verificação independente do nome e número da pessoa e ligue de volta. Confirme se foi realmente a pessoa quem telefonou. Tome o mesmo cuidado com materiais não solicitados recebidos por fax ou telex. Esteja atento aos trotes de 1o de Abril e a todo tipo de informação fantasiosa, tais como o nascimento de um carneiro com 5 pernas, gestações de mulheres que duram 18 meses, o casamento de dois namorados de 100 anos de idade, jogadas de bridge perfeitas e milagres. Siga os procedimentos de verificação, mesmo que isto signifique atrasar a história até ter certeza de sua exatidão.


REFÉNS

Siga os procedimentos abaixo ao receber declarações, fotografias, gravações ou fitas de vídeo de organizações em poder de reféns.

Tente avisar a organização que mantém o refém e, através dela, a família do refém, que você recebeu o material. Tente obter, o mais rápido possível, originais ou cópias das informações da organização que mantém o refém. Nos países onde prevalece o estado de direito, informe a polícia e outras autoridades de segurança pertinentes. Envie um Newsbreak se tiver certeza de que o material é autêntico. Comunique-se com a Reuters Television News e com nossa equipe de fotógrafos o mais rápido possível. Se houver um acordo local com as grandes organizações de notícias sobre o compartilhamento de informação sobre reféns. Comunique-se com essas organizações o mais rápido possível, mesmo que não consiga contatar a Reuters e os nossos fotógrafos antes. Mande um lead para o Newsbreak. A história da Reuters deve mencionar material enviado a uma agência de notícias internacional. A Reuters não deve constar como a receptora da notícia. Além de aproveitar o fato do comunicado ter sido feito à Reuters para enviar nossa própria história urgente em primeiro lugar, não devemos explorar o fato das organizações terem escolhido nossa empresa e nem manter qualquer material que julgarmos verdadeiro fora do conhecimento de outras agências de notícias.


TRANSAÇÕES COM INSIDER INFORMATION

Veja também capítulo 17 do Código de Conduta da Reuters).

A Reuters proíbe seus funcionários de participar de transações quando de posse de insider information e/ou informações privilegiadas que possam vir a ter impacto -- negativo ou positivo -- sobre o preço das ações da Reuters ou sobre títulos de qualquer outra empresa.

Essas atividades podem justificar a demissão do empregado. Devemos evitar não somente atividades impróprias como também aquelas que pareçam impróprias. As transações quando de posse de informações privilegiadas e o vazamento de informações são considerados crimes em vários países e são punidas severamente.

Estas orientações estão baseadas na legislação americana, talvez a mais severa de todos os países sobre esse assunto:

  • Transações quando de posse de informações privilegiadas é a compra ou venda de papéis de qualquer empresa (inclusive da Reuters) quando de posse de informações essenciais e sigilosas sobre a mesma. O fornecimento de informações (Tipping)é a revelação destas informações.
  • Em outras palavras, você seria considerado culpado de passar informações se comprasse ou vendesse títulos ou ações de uma empresa quando estivesse de posse de tais informações, sendo que essas informações não são de conhecimento do público, ou se passasse a um terceiro tais informações para que comprasse, vendesse ou mantivesse um título em seu poder.
  • A definição de um título de empresa é muito abrangente. Informação é considerada essencial quando a revelação da mesma puder afetar o preço de mercado de um título e quando existir uma probabilidade real de que um investidor normal a considerasse importante na decisão de comprar, vender ou manter um título. O fato de a informação ser especulativa ou real ou de ter sido ou não originada dentro ou fora da Reuters é irrelevante.
  • Exemplos de informações essenciais incluem: informações sobre projetos de fusões ou aquisições, falências iminentes, projetos comerciais, propostas de venda ou compra de ativos, relatórios governamentais pendentes e estatísticas, ex.: índice de preços ao consumidor, previsões financeiras, estimativas de lucros, mudanças na administração e o lucro ou prejuízo de um cliente ou fornecedor importante.
  • A informação é considerada sigilosa até que seja revelada publicamente ( por um meio de comunicação ou serviço de notícias importante, por informação de natureza pública comunicada a uma agência reguladora ou em material impresso enviado a acionistas), e o mercado tenha tempo suficiente para absorver e reagir à informação.
  • As informações obtidas durante o tempo em que o empregado trabalhou para Reuters deverão ser consideradas sigilosas. O fato de existir algum rumor circulando sobre tal informação, mesmo que muito difundido, não significa que a informação seja de conhecimento público e não o abstêm da obrigação de tratá-la como informação sigilosa.
  • Os jornalistas da Reuters têm uma obrigação especial de respeitar o sigilo de informações essenciais e que não sejam de conhecimento público relacionadas à Reuters, uma vez que durante o curso de seu trabalho podem realmente receber informações que seriam importantes para pessoas comprando ou vendendo títulos da Reuters e/ou de outras empresas. Os projetos de aquisição da Reuters, ou de parceria com uma outra empresa, são particularmente delicados. Mesmo que pareçam informações comuns, como o fato de um executivo da Reuters viajar para uma cidade específica ou encontrar uma certa pessoa, pode inadvertidamente transmitir uma informação importante.


Observe as seguintes regras:

  • Não compre ou venda títulos ou ações de empresas, incluindo da Reuters, quando estiver de posse de informação sigilosa e essencial sobre a empresa, quer você tenha obtido ou não tal informação através de seu trabalho na Reuters.
  • Não recomende ou sugira a ninguém, incluindo pessoas da família ou amigos, comprar, vender ou manter títulos de nenhuma empresa, inclusive da Reuters, quando de posse de informações essenciais e sigilosas.
  • Não revele informações essenciais ou sigilosas relativas a nenhuma empresa, incluindo a Reuters, a não ser que a revelação seja necessária para que a Reuters possa continuar a conduzir os seus negócios de forma correta e eficaz.
  • Revele a informação essencial e sigilosa, somente para aquelas pessoas que tenham necessidade legítima de conhecê-la com relação ao suas obrigações. Ao fazê-lo, informe-os de que a informação é confidencial e os instrua sobre as limitações de divulgação da informação.
  • Não comente nem fale sobre a informação essencial e sigilosa em locais públicos dentro ou fora da Reuters onde outras pessoas possam estar presentes, ou onde possa ser ouvida por empregados da Reuters, seja por jornalistas, gerentes, secretárias, mensageiros, pessoal de limpeza ou temporário.
  • Não deixe material confidencial em local que possa ser visto por pessoas não autorizadas. Tranque-o em sua mesa ou arquivo antes de deixar o escritório.
  • Marque toda informação confidencial como tal, utilizando senhas quando necessário, e destruindo-a assim que não forem mais necessárias.
  • Não revele as senhas de seu computador a ninguém.
  • Comunique qualquer violação dessa política ao seu chefe de agência, desk ou editor de notícias.


SOLICITAÇÃO DE ENTREVISTAS POR RÁDIODIFUSORAS

As estações de televisão ou rádio algumas vezes solicitam entrevistas com o pessoal da Reuters. Se um correspondente se dispuser a ser entrevistado, terá de observar as seguintes condições:

  • Qualquer entrevista tem de ser primeiro aprovada pelo editor de notícias regional.
  • As entrevistas com a RTV têm preferência.
  • A solicitação deve vir de uma empresa de radiodifusão de confiança, que não a usará para fins de propaganda.
  • Os correspondentes não deverão fornecer opiniões pessoais e devem se restringir somente ao que foi escrito na matéria da Reuters.
  • Os correspondentes não devem dizer nada que possa provocar controvérsia, embaraçar a Reuters, prejudicar nossa reputação de objetividade e imparcialidade, prejudicar o nosso acesso à reportagem ou colocar em risco o nosso pessoal.
  • Nós devemos estar convencidos de que o correspondente é um integrante experiente de nosso pessoal e em quem podemos confiar para agir com a máxima responsabilidade e discrição.
  • Só permitiremos entrevistas rápidas, que não tomem muito tempo de nossos correspondentes, e não atrapalhem as suas reportagens.
  • Os entrevistados não devem solicitar pagamento. No caso de receberem alguma remuneração, recomendamos que o montante seja destinado a uma instituição de caridade de sua escolha.


RECOMENDAÇÕES SOBRE INVESTIMENTOS

A função da Reuters é divulgar notícias. A empresa não atua na área de aconselhamento financeiro, e esta prática é proibida na Grã-Bretanha pela Lei de Serviços Financeiros da Grã-Bretanha de 1968. Leis semelhantes governam consultores financeiros nos Estados Unidos e em outros países.

Os jornalistas da Reuters não devem expressar as suas opiniões sobre os méritos de um investimento específico em suas notícias. Caso informem sobre uma recomendação de investimento feita por um terceiro, a fonte da recomendação deve ser claramente identificada. A notícia da Reuters não deve incluir qualquer julgamento sobre a recomendação do terceiro. Os jornalistas da Reuters também não devem fornecer recomendações de investimentos aos assinantes e ou/leitores que solicitarem tais recomendações através de qualquer meio, incluindo telefone, carta, fax ou e-mail.


USO LOCAL

(especialmente para correspondentes internacionais com textos em inglês)

Preste atenção a palavras e frases que não viajam bem internacionalmente. Ex., "godown" é uma palavra muito usada que significa armazém no Sudoeste da Ásia mas não é muito compreendida em outros lugares. A ortografia no estilo americano é permitida somente nos documentos originários das Américas, do contrário deve-se usar o Inglês Britânico. Preste atenção a palavras que os nossos clientes de língua não inglesa e os nossos próprios serviços em outras línguas podem achar difíceis de entender ou traduzir.


HISTÓRIAS MÉDICAS

Tenha muito cuidado com as histórias sobre novos tratamentos de saúde ou pretensas curas para a AIDS, câncer e outras moléstias. Elas mexem com as esperanças e receios de milhões de pessoas. Se tiver qualquer dúvida sobre a história ou não estiver muito familiarizado com o assunto, coloque um slug na matéria ATENÇÃO EDITOR e envie uma nota explicando como obteve a informação, as verificações que fez para confirmá-la e a credibilidade de sua(s) fonte(s). Se tal história afirmando a cura da AIDS ou do câncer, por exemplo, não se originar de uma fonte de boa reputação, deve ser verificada com especialistas médicos reconhecidos. Caso a história seja publicada, deve-se incluir qualquer material para interpretação ou comparação disponível, fornecido pelas autoridades pertinentes. Se a informação não puder ser verificada, pode-se tomar a decisão de bloquear a história.


PALAVRAS OBSCENAS

Palavras obscenas só devem ser usadas em citações diretas e se a história for seriamente prejudicada e enfraquecida com a sua omissão. Se mantidas, as palavras obscenas não devem ser eufemizadas ou emasculadas pelo uso de pontos.

Não é possível estabelecer regras rígidas para um assunto tão delicado. Contudo, em geral não devemos citar palavras obscenas insensatas e descuidadas ditas por uma pessoa na rua, mas devemos considerar a sua utilização quando pessoas importantes da vida pública as disserem em um contexto que dê grande ênfase às observações ou lance dúvidas sobre a sua competência para se manter no cargo. Qualquer história contendo linguagem que poderá ser considerada obscena ou ofensiva, deve conter uma observação ex: (O quinto parágrafo da história contem linguagem que pode ser considerada ofensiva por alguns leitores).


SOLICITAÇÕES POR PARTE DAS AUTORIDADES

A Reuters poderá fornecer cópias de suas reportagens, fotografias ou material televisivo publicados em seus serviços em caso de solicitação por parte das autoridades públicas que tenham boas justificativas para fazê-lo, como por exemplo, para solucionar um crime.

Não devemos entregar nenhum material original ou material não publicado a nossos assinantes, mesmo a pedido de tribunais , se acharmos que o motivo para a solicitação do material vai além do desejo de solucionar um crime. Também não devemos entregar nenhum material original quando o tivermos recebido de uma fonte em confiança, ou se estivermos convencidos de que colocaremos a segurança de nosso pessoal em risco se o fizermos.

Se formos solicitados a apresentar anotações dos repórteres, notícias não publicadas, negativos fotográficos, filmes não revelados, fotografias não publicadas, material televisivo não utilizado ou qualquer outro material resultante de nossa atividade de reportagem, devemos seguir os seguintes procedimentos:

a. Encaminhe todas as solicitações, com uma breve explicação da posição legal e quaisquer outras considerações importantes, ao seu editor de notícias regional. b. Peça uma declaração simples por escrito, à parte interessada sobre o que e o porquê da solicitação. c. Caso a permissão editorial para a liberação do material seja concedida, o requerente terá permissão para examiná-lo na Reuters ou nos escritórios da RTV. O requerente não terá permissão para examinar material não publicado em geral, e sim somente o específico, ex: a cobertura total de uma demonstração por oposição a fotografias publicadas de um episódio particular. Nenhuma cópia ou material deve deixar o edifício da Reuters ou da RTV nem ser apresentado a um tribunal, sem a autorização expressa de seu editor de notícias regional, uma intimação ou mandado judicial.

Caso os jornalistas acreditem que possuem material que possa estar sujeito a ações judiciais, devem, sempre que possível, encaminhá-lo ao seu superior. Se formos obrigados a entregar material, devemos publicar tal fato e o motivo, a não ser que o diretor de notícias regional acredite que isso possa colocar o nosso pessoal em risco. Todos os correspondentes devem conhecer as leis e práticas que regem as informações e material obtidos de fontes de informações dos países em que estão trabalhando.


A REUTERS NO NOTICIÁRIO

Comunique qualquer incidente envolvendo a detenção, expulsão, ferimento ou moléstia de um jornalista da Reuters imediatamente ao seu editor. Sempre noticiamos incidentes sérios ou casos de moléstia e abuso em sua íntegra. Os incidentes sérios devem ser objeto de um relatório separado descrevendo todas as circunstâncias importantes.

A palavra Reuters é usada como o nome da empresa, ex.: Reuters Limited e Reuters Holdings Plc e também como um adjetivo, ex.: um correspondente da Reuters. Se precisarmos descrever a empresa em uma matéria devemos escrever Reuters, a organização internacional de informações e notícia. Devemos nos referir a empresa como agência de notícias Reuters somente se necessário pelo contexto da história, ex.: um jornalista mencionando as atividades da Associated Press, AFP e Reuters na cobertura de uma guerra.

O estilo da empresa permite o uso do apóstrofe somente com relação ao nome de seu fundador, ex.: o nascimento da Reuters em Kassel... Onde a não utilização do apóstrofe no nome da empresa entrar em conflito com o uso gramatical correto, tente contornar o problema, ex.: a decisão tomada pela Reuters... e não a decisão da Reuters...1

Notícias sobre as atividades da Reuters como empresa são tratadas como as notícias de outras empresas, na medida em que o corpo editorial pode ignorá-las, cortá-las ou colocá-las em segundo plano, comparecer e fazer reportagens de coletivas de imprensa e pedir esclarecimentos ao porta-voz da empresa, que deve estar sempre disponível em Londres e Nova York.

Existe porém, uma grande diferença: uma história sobre a Reuters na televisão ou no serviço de notícias será inevitavelmente considerada como "oficial" ou será vista ou censurada em alguns aspectos. Portanto não é permitido ao jornalista tomar a iniciativa de noticiar sobre as atividades da Reuters, relatar comentários de analistas sobre o desempenho da empresa, ou sobre a cotação de sua ações. Reduções e popularizações que em qualquer outra história seriam tidos como sem importância podem ser considerados significativos em uma história sobre a Reuters. Portanto o repórter deve ter mais sensibilidade e cuidado do que o normal a fim de evitar confundir os seus leitores.

A venda de ações pelos acionistas da Reuters é um exemplo de história que normalmente não apresenta nenhum comentário por parte do porta-voz da empresa. A data da história sobre a Reuters deverá ser aquela da cidade onde o anúncio foi feito. Todas as histórias sobre anúncios ou declarações de executivos da Reuters devem ser marcadas BC-REUTERS sem o país de masterslug. Todas as histórias sobre a Reuters, incluindo aquelas noticiando declarações ou comentários que não foram feitos pela empresa ou seus executivos, deve ter um masterslug REUTERS.

As histórias sobre a Reuters devem ser marcadas com ATENÇÃO EDITOR e encaminhadas a um Chefe de Redação antes de serem enviadas ao serviço.


LINGUAJAR SEXISTA

Referências sexistas devem ser evitadas. É errado considerar a polícia, bombeiros, soldados ou executivos somente como homens. Pode-se dizer que a maioria dos exércitos distribui as tropas ou soldados em formação de combate, e não homens em formação de combate, evitando assim a preocupação de saber se há alguma mulher entre os homens. Contudo use diretor ou diretora e não somente diretor.

This page was last modified 14:59, 1 July 2008.

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